Riscos de uma má alimentação em cada faixa etária | BioVidaNatural

Riscos de uma má alimentação em cada faixa etária

Publicado: 01/03/2018


Você consegue entender qual é o tipo de alimento que o seu corpo está pedindo? Os riscos de uma má alimentação podem influenciar não só no desempenho físico, mas também na saúde da mente. Quando se fala em bem estar, uma das associações mais rápidas é: saber comer bem. Se for pelo senso comum, pode parecer simples, bastaria fazer as refeições padrão, não beliscar fora de horário e investir em saladas. Mas, infelizmente, isso não é o bastante.


Quem nunca ouviu frases como: “no meu tempo ninguém ficava doente, era só comer bem no café da manhã, almoço e jantar” ou “a criança come tão pouco, vai ficar fraquinha”? São alguns mitos que ainda persistem e se tornam verdadeiros riscos de uma má alimentação. No primeiro caso, é importante sim manter um horário para refeições, mas deve-se estar atento ao que vai dentro do prato. No segundo, alerta vermelho, a quantidade não é sinônimo de qualidade. A Nutrição amorosa, divulgada pela nutricionista Marcia Daskal, esclarece que um dos principais problemas é que as pessoas não questionam o que merecem e o que o corpo pede.


Se o que foi aprendido por gerações está errado, o que deve ser feito para não correr os riscos de uma má alimentação? Há uma variedade de dicas, que podem e devem ser fornecidas por profissionais especializados, por exemplo: ingerir os nutrientes necessários, aumentar a variedade do que é consumido, ter mais cuidado com os produtos industrializados, controlar os níveis de ingestão de sódio, açúcar refinado, laticínios, glúten, etc.




Há muito que pode ser feito para trazer uma verdadeira transformação alimentar ao seu dia e iremos falar de cada uma delas, mas não agora. Pois são hábitos que merecem uma atenção específica e, por esse motivo, um artigo especialmente para eles. Aqui, você irá receber um verdadeiro alerta: quais são os riscos de uma má alimentação em cada faixa etária?

Quais são os riscos de uma má alimentação em cada idade?


A hora certa para começar a pensar nos riscos da má alimentação é desde a primeira refeição do ser humano. De crianças até idosos, comer mal pode causar efeitos bastante negativos. Vale ressaltar que alguns deles são cumulativos. Ou seja, aquilo que você deixou de comer na infância pode fazer muita falta na vida adulta. Confira etapa por etapa:

1. Comer mal na infância: quais as consequências?


Os riscos de uma má alimentação começam desde cedo, quando o bebê ainda nem deu passos firmes no chão. É comum que os pais não conheçam os produtos que podem acarretar em doenças e interferências no desenvolvimento do corpo e da mente. Muitos lanchinhos industrializados, que parecem inofensivos e populares, carregam uma quantidade inferior de vitaminas, nutrientes e minerais necessária para esta faixa etária.


Os riscos nessa idade são comprovados por meio de pesquisas, como as desenvolvidas por especialistas de Ohio e Texas, que fazem a relação da comida com o progresso intelectual. Quem se alimenta melhor, acaba tirando notas mais altas. O contrário também acontece e faz com que, até mesmo, as crianças precisem repetir o ano escolar. Mas as consequências vão além disso: obesidade, anemia, diabetes, insônia e mais doenças que podem começar a ser adquiridas na infância, tudo por conta do que é ou não consumido.

2. Chegou a adolescência… e agora?


Os riscos de uma má alimentação são comprovados igualmente por pesquisas com resultados bastante preocupantes. Em uma delas, numa parceria entre Universidade Federal do Rio de Janeiro e Ministério da Saúde, é mostrada a relação de dietas de alto risco com obesidade, problemas renais ou cardiovasculares.


O motivo? Um deles é o refrigerante. Numa lista dos alimentos mais consumidos, o refrigerante ocupa o sexto lugar. Apenas metade dos adolescentes afirmou tomar mais de 5 copos de água diariamente. Os estudantes ainda ingerem 80% a mais de sódio e muito menos cálcio e vitamina E do que o considerado ideal.


Os riscos da má alimentação na adolescência não são exclusividade brasileira. Um relatório do Departamento de Saúde britânico, afirmou, na época, que os jovens tinham hábitos alimentares que deixavam frutas e legumes de lado, permitindo o aumento de chances de adquirirem um problema de saúde. As dietas eram bastante gordurosas e faziam com que o colesterol fosse às alturas, o que pode ocasionar derrames e mais efeitos negativos ligados ao coração.

3. Agora sou um adulto!


A fase adulta, em geral, exige um aumento de maturidade. Isso não se restringe ao trabalho e relacionamentos. Os riscos de uma má alimentação continuam presentes e são ainda perigosos. Com uma rotina com mais pressa, stress e outros aspectos prejudiciais, comer mal acaba sendo uma alternativa. Aliás, de uma alternativa, passa a ser um hábito. Quando se torna automático pular refeições, comer fora de hora e apelar para os lanchinhos, é hora de redobrar os cuidados.


Em primeiro lugar, se o seu dia está repleto de cargas pesadas, é o momento de repensar no bem estar. A forma como se come é um dos sinais. Poder aproveitar cada refeição é sinônimo de qualidade de vida. O organismo não perdoa quem não cuida bem dele. As doenças costumam vir, por exemplo, do aumento do colesterol, que causa entupimento de veias e artérias, resultando em problemas cardiovasculares, como ataques e derrames.

4. Riscos de uma má alimentação para idosos


A má alimentação em outras faixas etárias traz consequências para os idosos. Se uma pessoa sofrer de determinadas doenças na adolescência ou outras fases da vida, muitas delas frutos de excessos ou falta de nutrientes, torna-se mais propensa a ter o mesmo problema novamente. Muitas enfermidades estão relacionadas com a falta de memória e depressão.


Tudo é uma questão de herança. Se uma criança for ensinada a se alimentar corretamente, o adolescente não sucumbir a tentações como refrigerantes e salgadinhos industrializados e o adulto cuidar do próprio bem estar, certamente o idoso terá mais chances de ser bem disposto e com menos problemas de saúde. O que não significa que é tarde: mesmo quem não cuidou tão bem das refeições ou praticou atividades física, pode começar a qualquer momento.


Os riscos de uma má alimentação estão sempre presentes na vida de uma pessoa. O lado positivo? É que se alimentar bem pode ser muito mais prazeroso do que comer mal! Cuidar do corpo e da mente é trazer mais satisfação para o dia a dia.

Voltar